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ENC: O que é Ponto de Equilíbrio Financeiro e como calculá-lo.

Vamos falar hoje sobre um indicador financeiro muito importante para se ter na sua empresa.

O que é Ponto de Equilíbrio Financeiro e como calculá-lo.


Talvez o primeiro indicador que devêssemos calcular. Ele vai nos nortear qual será a nossa meta mínima de vendas, mostrar a menor taxa de vendas que a empresa precisa atingir para pagar os seus gastos fixos e variáveis.

Vamos levar em consideração que a sua empresa esteja lançando um novo produto e calculou qual deveria ser as vendas mínimas para pagar suas despesas.

O resultado das vendas não foi o que se esperava, e mesmo assim o valor mínimo foi atingido.

Após ter realizado todos os cálculos e previsões, atingindo o valor mínimo a arrecadar, as contas começam a não fechar e o caixa não é suficiente. Para evitar problemas financeiros na sua empresa e chegar a resultados mais assertivos, que realmente represente o valor que você precisa atingir, sua empresa

deverá ter clareza do seu ponto de equilíbrio.

Nesta situação você deveria ter calculado o Ponto de Equilíbrio, que pode ser definido como o valor mínimo que precisa ser gerado pelas vendas para cobrir as despesas e gastos, ou seja, o lucro é igual a zero. A partir desse momento qualquer unidade vendida geraria lucro para a empresa.

O ponto de equilíbrio é onde a empresa não tem nenhum lucro ou prejuízo, que também é conhecido por outras nomenclaturas, como Break-Even Point (BEP) em inglês, Ponto Crítico ou até Ponto de Ruptura.

Existem três tipos de ponto de equilíbrio:

Ponto de equilíbrio contábil: são levados em considerações todos os gastos de funcionamento de uma empresa, tanto fixos quanto variáveis e inclusive a depreciação dos ativos. No Ponto de Ruptura o cálculo é feito a partir de uma DRE, que dirá exatamente quantos produtos você precisará produzir e vender para chegar ao ponto de equilíbrio, sem prejuízo nem lucro.

Ponto de equilíbrio econômico: Leva em consideração os gastos fixos e variáveis da empresa. A grande diferença é que nesse Break-Even Point é estipulado um lucro mínimo que a empresa precisa arrecadar, para investidores ou capital próprio por exemplo.

Ponto de equilíbrio financeiro: O que diferencia o ponto de equilíbrio financeiro dos demais é que não leva em consideração a depreciação dos ativos da empresa. Por isso que também é conhecido como Ponto de Equilíbrio Caixa. É o mais utilizado e mais eficiente para a prática do planejamento financeiro, o que

representa à situação real da empresa, com os valores mais próximos da realidade.

Para calcular o seu ponto de equilíbrio você precisará de três números importantes:

ü 1 - Gastos Fixos;

ü 2 - Gastos variáveis;

ü 3 - Margem de contribuição.

Exemplos:

Gastos fixos: Manutenção, limpeza, aluguel, segurança, mão de obra indireta, condomínio...

Gastos variáveis: Percentual de comissões sobre vendas, impostos sobre venda, custo da mercadoria vendida, mão de obra direta, embalagens...

margem de contribuição: é um indicador de finanças e de economia que pode informar com precisão se o faturamento da empresa é suficiente para fazer o pagamento das despesas e, depois de efetuado esse pagamento, ainda obter lucros.

Cálculo da MC: faturamento - percentual de gastos variáveis.

A importância do cálculo do ponto de equilíbrio, ele permite ao empresário saber qual o faturamento mensal e anual, mínimo para cobrir gastos fixos e variáveis. É estimado geralmente na fase de planejamento de um novo projeto e contribui para prever a viabilidade e sustentabilidade do negócio. Quanto mais rápido a empresa conseguir atingir o seu ponto de equilíbrio dentro do mês melhor para manter a segurança da operação dentro da sua empresa.

Fórmula do Ponto de Equilíbrio Financeiro

O cálculo do ponto de equilíbrio financeiro é feito pela fórmula:

Fórmula PEF = Gastos fixos.

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Faturamento – Percentual de gastos variáveis.

Para calcular o ponto de equilíbrio financeiro é preciso considerar os gastos fixos que geram desembolsos por parte da empresa, ou seja, aqueles que incluem saídas de dinheiro. Existem outros gastos que não são considerados, pois são somente contabilizados e não ocasionam fluxos financeiros no caixa, como por exemplo os gastos com depreciação de ativos.

Outros cálculos existentes são as receitas obtidas com as vendas e que geram os rendimentos da empresa, e também os gastos e despesas variáveis. Exemplo disto, são os gastos na compra de produtos para revenda, ou no caso de indústrias, os gastos com matérias-primas e as despesas de suas vendas. Conforme mencionado anteriormente, um bom planejamento pode fazer uma grande diferença entre o lucro e o prejuízo.

Tomar as providências corretas, e avaliar os indicadores certos, diminuirá muito as chances de seu negócio ficar no prejuízo.


 

Resumo: