Brasil retoma liderança do ranking mundial de juros reais

País estava na segunda posição, mas 'recuperou' o topo com a alta da Selic para 10,75% nesta quarta-feira (2). Ranking leva em consideração os juros praticados em 40 países.



O Brasil é novamente o país com a maior taxa mundial de juros reais, segundo ranking compilado pelo MoneYou e pela Infinity Asset Management.


O país já tinha conquistado a liderança em outubro do ano passado mas, em dezembro, foi ultrapassado pela Turquia – que agora caiu para a 8ª posição.

O topo do ranking nada lisonjeiro foi retomado pelo Brasil após a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, de elevar a taxa básica de juros do país a 10,75% nesta quarta-feira (2). Com a nova Selic, os juros reais, ou seja, descontada a inflação (leia mais abaixo), atingiram 6,41% ao ano. A taxa de juros real é calculada com abatimento da inflação prevista para os próximos 12 meses, sendo considerada uma medida melhor para comparação com outros países. VEJA O RANKING ABAIXO:

Juros nominais

Considerando os juros nominais (sem descontar a inflação), a taxa brasileira subiu para a terceira posição, atrás apenas de Argentina e Turquia.

Veja abaixo:

  1. Argentina 40,00%

  2. Turquia 14,00%

  3. Brasil 10,50%

  4. Rússia 8,50%

  5. México 5,50%

  6. Chile 5,50%

  7. Índia 5,40%

  8. China 4,35%

  9. África do Sul 4,00%

  10. Colômbia 4,00%

  11. República Checa 3,75%

  12. Indonésia 3,50%

  13. Hungria 2,90%

  14. Polônia 2,25%

  15. Filipinas 2,00%

  16. Malásia 1,75%

  17. Coreia do Sul 1,25%

  18. Taiwan 1,13%

  19. Canadá 0,25%

  20. Hong Kong 0,86%

  21. Nova Zelândia 0,75%

  22. Tailândia 0,42%

  23. Cingapura 0,31%

  24. Estados Unidos 0,25%

  25. Reino Unido 0,25%

  26. Austrália 0,10%

  27. Israel 0,10%

  28. Alemanha 0,00%

  29. Áustria 0,00%

  30. Bélgica 0,00%

  31. Espanha 0,00%

  32. França 0,00%

  33. Grécia 0,00%

  34. Holanda 0,00%

  35. Itália 0,00%

  36. Portugal 0,00%

  37. Suécia 0,00%

  38. Japão -0,10%

  39. Dinamarca -0,60%

  40. Suíça -0,75%

Fonte: G1

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